***** A SACERDOTISA *****

 

PRISCILA FATIMA [6:41 PM]

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Perdi o controle sobre meus desejos, outrora o controle estava direcionado como uma mira clara e objetiva sobre a minha cabeça, ameaçando o controle e a vida que até então eu julgara feliz e segura.
Sonhava com tantas coisas pequenas, simples, humildes e baratas que não me importava com tantos desejos guardados em potes sobre a cabeceira da minha penteadeira.
E hoje, no auge da sanidade percebo a fraude que eu sou, a falsa impressão de estabilidade era uma fuga para a " Terra do Nunca", uma escapada pela esquerda, para não ter que enfrentar a dura e pessada realidade.
E ainda estou a procura de um novo lar, uma nova casa, andei sob o sol, aturando o calor que queimava minha pele branca-escritório e nada...Absolutamente nada....Não há casas pra se morar. Não há.

PRISCILA FATIMA [6:35 PM]

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Deixa-me contar os dias que se foram entrelaçados, feitos as nossas mãos unidas no ponto de ônibus, naquele sol quente que nos brindava a pele, nos iluminava o dia e ainda nos trazia a saudade mesmo quando ainda estávamos juntos.
E juntos estaremos por todos os dias na lembrança viva de uma mente sem dono, sem rumo e sem destino.
Por quê eu fui sonhar com você, com seu beijos e por quê eu criei ilusões de que as bebidas ressurgiriam um dia?
Por quê?

PRISCILA FATIMA [8:55 PM]

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Conheci um moço na virada do ano, na Paulista, foi engraçado, nos paqueramos como antigamente, olhos nos olhos, sorrisos, olhada de lado, andar pra lá e pra cá, pegar na mão, e ainda assim se manter distante, achei tão incrivelmente romântico à moda antiga, uma coisa doce, um jeito gostoso de terminar o ano, assim em clima de flerte.
E ainda ganhei um beijo, um selinho, que me deixou com vontade de querer mais e mais, mas sabe ? Talvez nunca mais volte a ver aquele moço, triste - muy triste. Gostei dele, juro que gostei.
PRISCILA FATIMA [8:53 PM]

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Ando numa entresafra, numa recolhida estranha, numa volta ao centro do eu...Numa retirada de mim mesma, como se me buscasse por entre as palavras em preto e branco do jornal, mas veja na seção polícial que geralmente cheira a sangue batido, morto, vivo, ausente.
Um novo ano se inicia, novas idéias, novas perspectivas, sonhos, vontades, mas ainda estou em stand by, em câmera lenta, ando vagarosamente, sorvendo pouco a pouco os dias vindouros deste novo, novíssimo ano.
E ainda há minhas férias, rolando, rolando morro a baixo, não estou normal, assim normal nunca fui, mas ando desanimada, ando dormindo horas a fio, dormindo vendo tv, comendo pão com nutella, engordando o cérebro fazendo cruzadinha enquanto cago no banheiro.
E há ainda os sonhos de janeiro, as águas molhadas dos meus sonhos com o moço fantasma, sim, pasmem: " I see dead people! Espero terminar minhas férias descansada, começar meu ano com sonhos novos, com vontades verdadeiras, com desejos profanos e vontades diabólicas.
Sim, me aguardem o ano de 2006 ainda não acabou pra mim.

PRISCILA FATIMA [8:42 PM]

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